Conceito visual da reforma tributária com IVA dual e tecnologia em ambiente corporativo
✨ Resuma este artigo com IA

No cenário tributário brasileiro, poucas mudanças geraram tantas dúvidas e discussões quanto a transição para o novo sistema baseado no IVA Dual, com a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A substituição dos antigos tributos pelo novo modelo representa, para profissionais da área fiscal, um desafio e uma oportunidade. Nós, da Evollux Tax Technology, acompanhamos de perto os desdobramentos destes temas e atuamos para preparar advogados tributaristas, consultorias, escritórios de contabilidade e departamentos fiscais para o cenário que se aproxima.

Mas, afinal, o que mudará na rotina e nas obrigações fiscais das empresas brasileiras? Como a adaptação tecnológica impactará setores que processam milhares de documentos fiscais diariamente? E quais cuidados adicionais serão necessários durante a transição?

O futuro tributário do Brasil será moldado por dados, tecnologia e governança.

Novo sistema: do modelo fragmentado ao IVA Dual

Por décadas, o sistema tributário nacional foi marcado por grande complexidade, sobreposição de tributos e diferentes regras estaduais e municipais. O novo modelo propõe a simplificação, substituindo tributos importantes como PIS, COFINS, ICMS e ISS pelo IBS e pela CBS, além da introdução do Imposto Seletivo, como descrito na página explicativa da reforma do consumo.

O IBS será um tributo estadual, enquanto a CBS terá aplicação federal. Juntos, formarão o chamado IVA Dual, inspirando-se em modelos internacionais, mas com características próprias, pensadas para a realidade brasileira.

Essas transformações trazem vantagens, como uniformização das alíquotas e procedimentos de apuração, mas também desafios que envolvem tecnologia, adaptação de processos, treinamentos e governança fiscal.

  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) – substitui basicamente ICMS e ISS;
  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) – substitui PIS/Pasep e Cofins;
  • Imposto Seletivo – incide sobre bens e serviços considerados nocivos.
O cenário tributário não será apenas mais simples, mas exigirá mais precisão técnica.

O que muda no preenchimento das notas fiscais eletrônicas?

A chegada do novo sistema tributário afeta imediatamente o campo das obrigações acessórias. Um dos impactos centrais será na emissão e preenchimento das notas fiscais eletrônicas (NF-e e NFC-e), a principal fonte de informação utilizada pela fiscalização. Conforme orientações da Receita Federal e Comitê Gestor do IBS, desde janeiro de 2026, será obrigatório o destaque dos campos para CBS e IBS nestes documentos.

As alterações vão além da simples alteração de campos nas notas. Isso porque as validações obrigatórias exigirão controles mais rígidos, checagem de parâmetros fiscais e integração ágil entre sistemas de gestão, ERPs e soluções de análise tributária, como aquelas oferecidas pela Evollux.

Manipulação de nota fiscal eletrônica IBS CBS

Vamos destacar algumas novidades técnicas que consideramos fundamentais para o adequado cumprimento dessas obrigações:

  • Inclusão dos campos específicos para IBS e CBS nas NF-e e NFC-e;
  • Necessidade de informar corretamente a natureza da operação e incidência dos tributos por item;
  • Aplicação de alíquotas de acordo com regras federais, estaduais e, em alguns casos, municipais;
  • Validações automáticas dos valores destacados, cruzando informações entre diferentes documentos;
  • Inclusão de códigos específicos para operações sujeitas ao Imposto Seletivo.

Na prática, o novo modelo não apenas tira tributos do cenário, mas cria um novo ecossistema de dados fiscais, com regras ainda mais automatizadas e fiscalizações baseadas em dados massivos. A integração entre sistemas será mandatória para empresas de todos os portes.

“Os robôs da Receita não deixarão nada passar despercebido.”

Obrigações acessórias: o que muda e como se preparar

Além da Nota Fiscal, a substituição de tributos implica mudanças profundas nas obrigações acessórias. Escriturações digitais como SPED (EFD, EFD-Contribuições), declarações (DCTF-Web), guias (DARFs, IBS e CBS), demonstrações e PERDCOMPs precisarão ser adaptadas para conter e validar as novas especificidades do sistema fiscal.

Os processos de geração, transmissão e validação dos arquivos digitais também devem ser revistos. Baseando-nos nos comunicados oficiais (material informativo sobre a reforma do consumo), até 2027 as obrigações acessórias continuarão passando por fases de transição, onde será obrigatório tratar o sistema antigo e o novo simultaneamente.

  • Atualização dos sistemas de escrituração fiscal e contábil para as novas exigências;
  • Integração automática entre informações dos documentos fiscais e SPEDs;
  • Controle de créditos tributários com novas regras de não cumulatividade;
  • Emissão e controle dos eventos de apuração dos novos tributos;
  • Monitoramento de cruzamentos entre notas fiscais físicas e digitais.

Mencionamos, nesse contexto, o valor do uso de tecnologias orientadas por Inteligência Artificial, como as disponíveis na Evollux, para mapear inconsistências, potenciais riscos de compliance e identificar oportunidades de recuperação de créditos tributários.

Para aprofundar o tema, recomendamos os estudos sobre impactos da reforma tributária em obrigações fiscais, que detalham exemplos de adaptação na prática.

Adaptação tecnológica: desafios, processos e governança

Consideramos que as mudanças tecnológicas são um dos pontos centrais para a sustentação do novo sistema tributário. Não se trata apenas de atualizar softwares de emissão de notas fiscais ou de parametrizar sistemas contábeis; o desafio envolve repensar fluxos internos, capacitar equipes, reforçar governança e integrar soluções capazes de cruzar milhares de dados em segundos.

Equipe revisando processos de tecnologia tributária

Com base nas tendências de mercados globais e na experiência de nossos clientes, destacamos alguns aspectos fundamentais para esta fase:

  • Revisão completa de parametrizações fiscais no ERP;
  • Automação de processos para validações e apurações;
  • Rol de treinamentos práticos para equipes fiscais e de TI;
  • Implementação de rotinas de auditoria automatizadas;
  • Monitoramento de mudanças legislativas e Notas Técnicas periódicas.

O uso de algoritmos inteligentes também ganha destaque. Soluções como as da Evollux, por exemplo, já mostram que a automação de processos de conferência de XMLs, apuração de créditos e monitoramento de pendências fiscais pode garantir respostas rápidas e seguras diante das fiscalizações e mudanças.

Direcionamentos práticos para equipes fiscais

Listamos recomendações que observamos serem recorrentes e valiosas para times de advogados, consultorias e departamentos internos:

  • Mapeamento dos fluxos atuais de dados fiscais, com identificação de gargalos;
  • Parceria entre área fiscal e TI para rápida adaptação dos sistemas;
  • Uso de ferramentas que validem documentos em tempo real;
  • Planejamento orçamentário para adequação das exigências legislativas.

Fases de transição: cronograma, prazos e desafios

Nenhuma mudança dessa magnitude ocorre da noite para o dia. O cronograma de implantação foi desenhado para acontecer por etapas, com prazos claros e orientações formais do Comitê Gestor do IBS e Receita Federal. É indispensável estar atento ao calendário:

  • Janeiro de 2026: obrigatoriedade de destaque para IBS e CBS em documentos fiscais eletrônicos;
  • Julho de 2026: inscrição obrigatória no CNPJ para pessoas físicas sujeitas ao novo sistema;
  • 2027: fases de substituição gradual dos antigos tributos, com implantação do Imposto Seletivo e adaptabilidade do sistema de apuração;
  • Período de convivência: obrigações acessórias duplas, referente ao sistema antigo e ao novo, exigindo extrema atenção e controle.

Esse período de transição será um dos momentos mais sensíveis da reforma, pois os processos fiscais terão de conviver com dois sistemas distintos até a extinção definitiva dos tributos substituídos. A automação das verificações será fundamental neste momento, atuando na prevenção de duplicidades, omissões ou excessos comuns em contextos de mudanças.

Transitar com segurança é evitar autuações e garantir saúde financeira.

Grandes volumes de dados fiscais: riscos e oportunidades

Com a digitalização praticamente total do ambiente fiscal brasileiro e a nova estrutura do IVA Dual, quem lida com grandes quantidades de documentos (como escritórios de contabilidade, consultorias e departamentos internos de grandes empresas) terá um novo cenário de gestão e controle de riscos, mas também de oportunidades tributárias.

Análise de grandes volumes de dados tributários

As obrigações de compliance fiscal passam a estar fortemente ancoradas na qualidade dos dados e na validação cruzada automática das informações. Apenas com sistemas modernos de processamento massivo, como os da Evollux, é possível identificar créditos, inconsistências, possíveis autuações ou oportunidades de aproveitamento tributário de maneira ágil e segura.

Listamos alguns dos pontos de atenção neste novo cenário:

  • Detecção automática de inconsistências e divergências nos registros;
  • Controle eficiente de saldos a recuperar, aproveitamento de créditos não cumulativos e restituições;
  • Geração de relatórios inteligentes para tomada de decisão rápida;
  • Gestão centralizada das obrigações acessórias, inclusive para filiais em múltiplos estados.

Soluções de inteligência artificial e automação têm permitido o mapeamento preventivo desses riscos, como detalhado em artigos técnicos sobre simulações de impactos fiscais do novo IVA.

Fiscalização digital e plataformas: responsabilidade redobrada

Outro ponto que não passou despercebido em nossas análises é o aumento da responsabilização das plataformas digitais e marketplaces, diante do tratamento de grandes volumes de dados fiscais de terceiros. O novo sistema prevê rotinas de informação ainda mais detalhadas e monitoramento em tempo real para transmissões, liquidações, intermediações e vendas realizadas nessas plataformas.

Já identificamos cenários onde, se um marketplace não declara corretamente a CBS e o IBS de uma transação, pode ser chamado a responder em lugar do vendedor. Por isso, plataformas que já investem em modernização dos fluxos fiscais e integração de dados estarão à frente na mitigação de riscos.

  • Apuração clara dos tributos devidos por operação em ambiente digital;
  • Monitoramento das responsabilidades solidárias e subsidiárias das plataformas;
  • Automação e integração das APIs para validação em tempo real das operações;
  • Procedimentos internos para resposta rápida a notificações da fiscalização.

Aqui, novamente, recursos como os disponíveis na Evollux Tax Technology demonstram um papel estratégico. A automação contínua e a capacidade de processar rapidamente diferentes obrigações garantem que tanto pequenas quanto grandes operações não deixem de cumprir nenhum ponto da legislação emergente.

Visão prática: caminhos para escritórios e departamentos fiscais

Nossa experiência aponta que escritórios de contabilidade e departamentos internos mais bem preparados são aqueles que não limitam a adaptação aos aspectos técnicos, mas compreendem a necessidade de um novo mindset. Não é apenas uma “lampadinha” sendo trocada no sistema; trata-se de toda uma reorganização de fluxos, políticas e estratégias internas.

Sugerimos algumas práticas, reforçadas em debates e artigos como o impacto da reforma tributária em escritórios:

  • Diagnóstico detalhado da estrutura fiscal e documental atual;
  • Construção de um plano de ação para a transição gradativa;
  • Capacitação do quadro de colaboradores para o novo cenário;
  • Monitoramento ativo de atualizações legais e Notas Técnicas;
  • Testes periódicos das integrações tecnológicas, principalmente nas rotinas relacionadas a notas fiscais e obrigações acessórias.

No cotidiano, e isto escutamos de vários clientes, processos de auditoria podem e devem ser automatizados, inclusive por conta do volume crescente de informações e cruzamentos. A integração com plataformas especializadas elimina falhas manuais e permite ações corretivas em tempo quase real.

Para quem deseja um quadro prático sobre os ajustes necessários, sugerimos o artigo dedicado aos desafios tecnológicos do novo ambiente fiscal.

Riscos para a governança: atenção às responsabilidades

Assumimos que a governança tributária se fará ainda mais presente, principalmente para empresas que operam em múltiplos estados, plataformas digitais ou setores sujeitos ao Imposto Seletivo. A ausência de controles automatizados e trilhas de auditoria pode gerar autuações, bloqueios e perdas financeiras.

Destacamos, em especial:

  • Bienalização das trilhas de auditoria e compliance, com revisões constantes;
  • Formalização de políticas internas voltadas para o correto preenchimento, transmissão e arquivamento dos documentos;
  • Estímulo à cultura de revisão colaborativa entre setores fiscal, contábil, tecnologia e jurídico;
  • Uso de relatórios inteligentes para tomada de decisões rápidas perante inconsistências e notificações fiscais.
“Governança é decidir antes que o problema apareça.”

A importância de simular impactos: teste seu contexto

Tornar-se resiliente e competitivo sob o novo modelo do IVA Dual passa, necessariamente, pelo diagnóstico antecipado dos impactos. A simulação dos efeitos dos novos tributos em rotinas operacionais, margens, créditos e custos fiscais orienta tomadas de decisão estratégicas.

Ferramentas tecnológicas, como as da Evollux Tax Technology, já disponibilizam recursos de simulação, revisão e análise preditiva dos cenários prováveis. Indicamos também o uso da calculadora de impactos da reforma tributária para antecipar riscos e oportunidades.

Conclusão

Vivemos um dos maiores marcos do sistema fiscal brasileiro. O novo IVA Dual, por meio do IBS e da CBS, vem ao encontro dos anseios por modernização, clareza e menor custo operacional. Ainda assim, amplia sobremaneira a responsabilidade de gestão tributária, especialmente diante da massificação de dados e da automação inteligente.

Advogados, consultorias, contadores e departamentos fiscais devem adotar a mentalidade de adaptação constante, investir em tecnologia e vigilância jurídica, e priorizar diagnósticos e simulações periódicas.

A Evollux Tax Technology permanece ao lado dos profissionais na construção de soluções que unem inteligência artificial, integração segura e gestão inovadora de dados fiscais. Nosso convite é para que você conheça melhor nossa visão, nossos produtos e nossas experiências. O futuro da gestão tributária já começou, aproxime-se agora deste novo momento e faça parte de um novo padrão de excelência!

Perguntas frequentes

O que muda com a reforma tributária?

Com a reforma, o sistema atual de tributos sobre consumo será substituído pelo modelo de IVA Dual, integrando IBS e CBS para uniformizar cobranças, simplificar obrigações fiscais, reduzir burocracia e permitir maior rastreabilidade dos dados fiscais digitais. Tributos como PIS, COFINS, ICMS e ISS serão extintos gradualmente, e haverá novas obrigações de adaptação tecnológica para emissão de documentos eletrônicos adequados às novas regras.

Como vai funcionar o novo IBS?

O IBS será um tributo estadual, incidindo sobre a circulação de bens e serviços, substituindo ICMS e ISS, com apuração unificada entre estados e municípios. A alíquota será determinada de forma centralizada e os contribuintes deverão destacar o imposto nas notas fiscais eletrônicas. Além disso, sua fiscalização será feita com base em dados cruzados entre plataformas digitais e arquivos eletrônicos.

O que é a CBS na reforma tributária?

A CBS, ou Contribuição sobre Bens e Serviços, é o novo tributo federal que substituirá PIS e Cofins, incidindo sobre operações realizadas por pessoas jurídicas e, em alguns casos, até mesmo por pessoas físicas que estejam sujeitas à tributação. Os lançamentos de CBS nas notas fiscais eletrônicas passarão a ser obrigatórios para garantir compliance e correta apuração junto à Receita Federal.

Quais obrigações fiscais serão alteradas?

Todas as obrigações acessórias ligadas a documentos eletrônicos, SPED, apuração e transmissão de tributos serão afetadas. Será necessário atualizar parametrizações para as novas exigências de IBS, CBS e Imposto Seletivo, bem como monitorar adaptações nas escriturações, guias de recolhimento e transmiti-las segundo cronograma oficial das autoridades fiscais.

Quando as novas regras entram em vigor?

O calendário prevê início da obrigatoriedade do novo sistema a partir de janeiro de 2026 para emissão de notas fiscais eletrônicas com campos de IBS e CBS, inscrição de pessoas físicas sujeitas, e substituição faseada dos tributos anteriores até 2027, conforme divulgado pelas autoridades fiscais federais e estaduais.

Compartilhe este artigo

Quer revolucionar sua gestão tributária?

Automação tributária que reduz o esforço e multiplica as oportunidades

Saiba mais
Marcelo Gregolon

Sobre o Autor

Marcelo Gregolon

Marcelo Gregolon é um entusiasta de tecnologia aplicada à área tributária. Ele dedica seu tempo ao desenvolvimento de soluções inovadoras que otimizam a coleta e análise de dados fiscais, transformando processos para advogados, consultorias e empresas. É apaixonado por automatização, inteligência artificial e melhoria de processos, buscando constantemente ampliar o potencial de eficiência e compliance no setor tributário brasileiro.

Posts Recomendados